MULHERES, VULNERABILIDADES INTERSECCIONAIS E OS PARADOXOS DA TRANSFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

Authors

  • MANOELA GONÇALVES SILVA Universidad del Museo Social Argentino - UMSA

Abstract

O presente artigo analisa os impactos da transformação digital e da inteligência artificial sobre o acesso das mulheres aos direitos na era das múltiplas crises, com especial atenção às vulnerabilidades interseccionais produzidas pela articulação entre gênero, migração e vulnerabilidade econômica. Parte-se da premissa de que a digitalização de serviços, relações de trabalho e mecanismos de proteção social, embora apresentada como instrumento de inclusão, não opera sobre um terreno social neutro, mas sobre estruturas historicamente marcadas por desigualdades de gênero, raça, classe, território e estatuto migratório. Sustenta-se que as crises contemporâneas intensificam processos de vulnerabilização feminina e que a transformação digital, longe de eliminar tais assimetrias, as reorganiza sob novas formas de exclusão, opacidade e seletividade. Demonstra-se, ainda, que a exclusão digital não se restringe à ausência de acesso à internet ou a dispositivos, abrangendo também letramento tecnológico, navegabilidade institucional, compatibilidade documental e capacidade concreta de converter recursos digitais em fruição efetiva de direitos.

Author Biography

MANOELA GONÇALVES SILVA, Universidad del Museo Social Argentino - UMSA

Advogada. Professora Universitária. Doutora em Direito pela Universidad del Museo Social Argentino. Mestre em Direito Empresarial pela Universidade de Franca. Pós-Graduada em Direito e Processo Civil, Direito Civil e Direto penal. Graduada em Direito pela Universidade Católica de Goiás. Presidente Nacional da ABMCJ. Presidente da FIFCJ. Membro do IAB. Membro da ACAD. Conselheira da ABMCJ no CNDM. Membro da ALAM. Endereço eletrônico: manoelags@manoelagoncaves.adv.br.

Published

2026-09-30

How to Cite

GONÇALVES SILVA, M. (2026). MULHERES, VULNERABILIDADES INTERSECCIONAIS E OS PARADOXOS DA TRANSFORMAÇÃO TECNOLÓGICA. REVISTA JURÍDICA - DIREITO, JUSTIÇA, FRATERNIDADE & SOCIEDADE, 1(3), 169–185. Retrieved from https://revista.sentencadozero.com/index.php/rjsdz/article/view/622